Pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF) lideram um estudo internacional sobre inteligência artificial ecologicamente sustentável, a chamada “IA Verde”. A proposta é desenvolver métodos e modelos capazes de reduzir o custo computacional e, consequentemente, o consumo de energia e de recursos associados à operação de sistemas de IA.
O projeto conta com apoio da Faperj, do Instituto Serrapilheira e de parceiros internacionais, segundo a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro (SECTI-RJ).
Por que a IA consome recursos
Aplicações de inteligência artificial funcionam sobre uma infraestrutura física: servidores, processadores, redes e sistemas de refrigeração. Quanto maior o volume de dados e de cálculos, maior pode ser a demanda por eletricidade e por recursos utilizados pelos data centers.
“IA Verde” não significa que toda ferramenta de IA seja automaticamente sustentável. O objetivo da pesquisa é encontrar formas de obter resultados úteis com modelos, processos e infraestrutura mais eficientes — avaliando o desempenho ao lado do impacto computacional.
Eficiência como parte do desenvolvimento
A discussão ganha importância à medida que empresas e governos adotam IA em mais serviços. Além de questões como qualidade, privacidade e segurança, cresce a necessidade de medir custos de processamento e consumo energético.
Os pesquisadores pretendem contribuir para um desenvolvimento tecnológico mais inclusivo e sustentável, com ferramentas que possam ser aplicadas em diferentes contextos. O estudo não substitui políticas de energia ou metas ambientais, mas ajuda a colocar a eficiência no centro das decisões técnicas.
Fonte: SECTI-RJ.




























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