O Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), unidade vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, representou o Brasil na 10ª reunião do grupo de trabalho do BRICS sobre Computação de Alto Desempenho e Inteligência Artificial. O encontro ocorreu em Goa, na Índia, nos dias 9 e 10 de setembro.
Segundo o LNCC, a participação brasileira destacou iniciativas em computação de alto desempenho — conhecida pela sigla HPC —, inteligência artificial, computação quântica, redes federadas e colaboração científica entre os países do bloco.
Por que a infraestrutura importa
Modelos de IA, simulações científicas e análises de grandes volumes de dados não dependem apenas de aplicativos: exigem capacidade computacional, redes, armazenamento, energia e equipes especializadas. É nesse cenário que a supercomputação se torna estratégica para pesquisa, indústria e serviços públicos.
A agenda do BRICS busca ampliar a cooperação técnica entre Brasil, Índia, China, Rússia, África do Sul e os demais integrantes do grupo. A reunião não anunciou um produto para o público ou uma nova plataforma comercial; o foco foi a troca de experiências e a construção de projetos conjuntos.
O papel do Brasil
O LNCC opera o supercomputador Santos Dumont e atua em pesquisas que usam processamento de alto desempenho. A presença brasileira no grupo coloca temas como infraestrutura digital, formação de pesquisadores e uso responsável da inteligência artificial entre as prioridades de cooperação internacional.
Para empresas e cidadãos, esse tipo de articulação pode parecer distante, mas tem efeito sobre a capacidade do país de produzir conhecimento, formar profissionais e criar soluções locais em áreas como saúde, clima, segurança digital e indústria.
Fonte: LNCC/MCTI.




























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