O Boletim Focus de 31 de agosto de 2026 mostrou uma leve redução nas projeções do mercado para inflação e crescimento econômico. A pesquisa semanal do Banco Central reúne estimativas de participantes do mercado financeiro. Portanto, seus números não são previsões oficiais do próprio Banco Central.
Boletim Focus: inflação e PIB
A estimativa para o IPCA de 2026 passou de 5,02% para 5,01%. Para 2027, os analistas projetavam 4,28%. Já as previsões indicadas para 2028 e 2029 eram de 3,80% e 3,50%, respectivamente.
A meta de inflação é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cada lado. Assim, o intervalo vai de 1,5% a 4,5%. Estar dentro dessa faixa não significa atingir o centro da meta.
Além disso, não se deve confundir uma projeção para o ano inteiro com a inflação medida em 12 meses. São indicadores referentes a períodos diferentes.
No PIB, a expectativa de crescimento para 2026 recuou de 1,95% para 1,92%. Enquanto isso, as projeções para os anos seguintes eram de 1,50% em 2027, 1,98% em 2028 e 2% em 2029.
Câmbio e juros no levantamento de agosto
Para o câmbio, o mercado mantinha a previsão de R$ 5,20 por dólar no fim de 2026. Para 2027, a estimativa era de R$ 5,30.
Já o mercado projetava a Selic em 13,75% no encerramento de 2026. As expectativas seguintes eram de 12% em 2027, 10,5% em 2028 e 10% em 2029. No entanto, essas projeções não são compromissos do Copom com decisões futuras.
Os dados apresentados aqui retratam a edição de 31 de agosto. Por isso, não devem ser lidos como o boletim mais recente de setembro. Novas informações podem alterar as expectativas a cada divulgação semanal.
Fonte para os principais indicadores de 2026 e 2027: CNN Brasil, cobertura do Focus de 31 de agosto.
Correção em 19 de setembro de 2026: esclarecida a diferença entre o centro da meta e o intervalo de tolerância. A revisão também explicita a data das projeções.





























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