Presente em festas, padarias e lanchonetes de norte a sul do país, a coxinha é, para muitos, o salgado mais brasileiro de todos. De fato, seu formato alongado e pontudo lembra uma coxa de frango, e isso não é acidental. Afinal, o nome e o formato do salgado vêm da introdução do frango desfiado como recheio. Essa inovação consolidou a receita como a conhecemos hoje.
A história da coxinha começa no século 19
A origem da coxinha remonta ao século 19, quando imigrantes europeus trouxeram ao Brasil suas receitas de croquetes empanados e fritos. Por exemplo, uma lenda popular situa o nascimento do salgado em Limeira, no interior de São Paulo, em 1886. Segundo essa lenda, uma cozinheira da Fazenda Morro Azul teria criado o prato para agradar o filho da Princesa Isabel e do Conde d’Eu. A ocasião teria sido uma visita do imperador Dom Pedro II e da imperatriz Teresa Cristina à propriedade.
Uma versão alternativa, porém, está mais associada aos registros históricos. Ela situa a popularização do salgado no início do século 20, em meio à industrialização de São Paulo. Nessa versão, a coxinha teria surgido como alternativa prática e saborosa para aproveitar coxas de frango em refeitórios de fábricas e lanchonetes. Isso evitava o risco de estragar rapidamente, como acontecia com a carne in natura.
Foi, porém, apenas na década de 1940 que a coxinha ganhou a receita moderna. Naquela época, o recheio de frango desfiado ganhou tempero especial, envolto em massa pré-cozida, empanada em farinha de rosca e frita. Nas décadas de 1970 e 1980, o salgado se espalhou definitivamente pelo Brasil, tornando-se item obrigatório em festas de aniversário, botecos e padarias. Esse status se mantém até hoje, com variações que incluem recheios de catupiry, carne-seca e até versões veganas.
Um símbolo da culinária brasileira
Além da receita clássica, a coxinha também virou tema de campeonatos gastronômicos e disputas regionais sobre a “verdadeira” versão do salgado. Assim, o prato deixou de ser apenas um item de padaria e passou a representar, para muitos brasileiros no exterior, um pedaço de casa. Por isso, a história da coxinha segue sendo contada e reinventada a cada geração.





























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