O brasileiro está consumindo cada vez mais internet móvel — e pagando menos por isso. É o que mostra o Panorama Econômico-Financeiro mais recente divulgado pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), que comparou o primeiro trimestre de 2025 com o mesmo período de 2026.
Consumo de dados no celular cresce mais de 20%
Segundo o levantamento, o consumo médio de dados por usuário de banda larga móvel (SMP) saltou de 5,37 GB para 6,51 GB no período, um crescimento de 21,23%. Ao mesmo tempo, o custo médio do gigabyte caiu de R$ 6,13 para R$ 5,46, uma redução de quase 11%.
Na internet fixa (SCM), o movimento é parecido, ainda que mais discreto: o consumo médio mensal por usuário passou de 379 GB para 384 GB (alta de 1,32%), enquanto o preço médio do GB recuou de R$ 0,25 para R$ 0,24.
Desigualdade regional ainda é grande
Os números da Anatel também escancaram as diferenças entre estados. No acesso móvel, o consumo médio variou de 4,50 GB no Maranhão a 10,20 GB no Distrito Federal — mais que o dobro. Já na internet fixa, a distância é ainda maior: de 282 GB no Rio Grande do Norte a 935 GB no Acre.
O que isso significa
A combinação de mais consumo com preços em queda reflete tanto o avanço da infraestrutura de fibra óptica e 4G/5G no país quanto a maior dependência de streaming, redes sociais, videochamadas e, cada vez mais, de ferramentas de inteligência artificial no dia a dia — atividades que consomem volumes crescentes de dados.
Para o consumidor, a notícia é boa: mais internet por um preço menor. Mas a disparidade regional é um lembrete de que a expansão da conectividade no Brasil segue desigual, com estados do Norte e Nordeste consumindo bem menos que o Centro-Oeste e o Sudeste — em parte por causa da renda, em parte pela própria disponibilidade de infraestrutura.
Fonte: Panorama Econômico-Financeiro da Anatel, via TeleSíntese.





























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