Coach, empresário digital e ex-candidato à Prefeitura de São Paulo em 2024, Pablo Marçal tentou uma candidatura à Presidência da República em 2026 que se tornou uma das mais discutidas — e mais incertas — da corrida eleitoral. Afinal, o nome dele vai aparecer nas urnas em outubro? A resposta, como se verá adiante, já não é mais uma dúvida.
Pablo Marçal: do telemarketing ao coaching digital

Nascido em 18 de abril de 1987, em Goiânia (GO), Pablo Henrique Costa Marçal começou a vida profissional como atendente de call center aos 18 anos, formou-se em Direito e migrou para a área de consultoria antes de construir uma marca pessoal como coach e vendedor de cursos de desenvolvimento pessoal nas redes sociais. Construiu um patrimônio estimado em R$ 193 milhões até 2024, ano em que concorreu à Prefeitura de São Paulo, terminando em terceiro lugar no primeiro turno, fora do páreo para a disputa final.
A novela da candidatura em 2026
Ao longo de sua trajetória política, Marçal trocou de partido diversas vezes: PROS (2022-2023), Solidariedade (2023-2024), DC (2024) e PRTB (2024-2026), migrando por fim para o União Brasil. Foi justamente essa troca — filiação ao União Brasil em abril de 2026, fora do prazo exigido pela legislação eleitoral para concorrer — que abriu a principal brecha jurídica contra sua candidatura à Presidência. Some-se a isso um processo anterior, relacionado à distribuição em massa de vídeos com incentivo financeiro nas eleições municipais de 2024, que resultou em inelegibilidade por uso indevido dos meios de comunicação. O caso chegou a ser julgado pelo TSE em sessão extraordinária em setembro de 2026, mantendo a expectativa em aberto sobre se seu nome constaria ou não da cédula presidencial.
O que o TSE decidiu
Atualização: em sessão virtual extraordinária de 11 de setembro de 2026, o TSE rejeitou por unanimidade (7 a 0) a candidatura de Pablo Marçal e do vice Leonardo Avalanche (PRTB) à Presidência. A relatora, ministra Estela Aranha, concluiu que ele não cumpriu o prazo de filiação partidária exigido e confirmou a inelegibilidade até 2032 por uso indevido dos meios de comunicação nas eleições municipais de 2024. Na prática, o tribunal já determinou a retirada do nome de Marçal das urnas eletrônicas e autorizou o PRTB a indicar um substituto na disputa. Ou seja: **a exclusão da candidatura já está definida**, e o nome de Pablo Marçal não deve aparecer na cédula presidencial de outubro de 2026, salvo reversão em eventual recurso.
Esta é uma reportagem informativa produzida pelo OnTheNet com base em fontes públicas, sem endosso a candidatos. A situação jurídica pode evoluir até o dia da eleição.
Fontes: TSE (tse.jus.br), CNN Brasil, Gazeta do Povo, Poder360, Wikipédia. Apuração em 14 de setembro de 2026.




























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