A primavera de 2026 no Hemisfério Sul começa nesta terça-feira (22), exatamente às 21h05 (horário de Brasília). O momento marca o equinócio de primavera, quando o Sol cruza o equador celeste e o dia e a noite têm, aproximadamente, a mesma duração em todo o planeta.
O que é o equinócio
Segundo a pesquisadora Josina Nascimento, do Observatório Nacional, o equinócio é o instante “em que o Sol cruza o equador celeste, que é o prolongamento do equador terrestre, passando do hemisfério Norte para o Sul”. As estações do ano resultam da inclinação do eixo de rotação da Terra combinada com sua posição orbital ao redor do Sol — não são definidas pelo nascer do sol ou pela temperatura, mas por esse ponto exato da órbita terrestre.
El Niño deve tornar esta primavera a mais quente da história
A estação chega sob influência de um El Niño considerado excepcionalmente forte. Segundo a meteorologista Juliana Hermsdorff, da Squitter, a NOAA (agência meteorológica dos Estados Unidos) estima probabilidade superior a 90% de um evento muito intenso em setembro, com chance de 75% de superar, entre outubro e dezembro, a intensidade de todos os episódios já registrados desde 1950.
A previsão é de chuvas intensas e temperaturas até 2°C acima da média entre setembro e outubro, com máximas que podem chegar a 30°C no Grande ABC e em praticamente todo o Sudeste. O meteorologista Fabio Pinto da Rocha, do Inpe, projeta ainda ondas de calor, com temperaturas altas e baixa umidade relativa à tarde — recomendando proteção solar e hidratação, especialmente para idosos e crianças.
Grande ABC se prepara para o calor e as chuvas
As prefeituras da região já se mobilizam. Santo André está instalando hidroestações para fornecimento gratuito de água potável em áreas de grande movimento e planeja ampliar áreas verdes e criar refúgios térmicos. São Caetano orienta equipes de Atenção Básica a atuar de forma mais próxima nas regiões identificadas como ilhas de calor. Diadema mantém monitoramento permanente de áreas de risco pela Defesa Civil, e Mauá avalia estoques de medicamentos para eventuais dificuldades logísticas. Em Ribeirão Pires, o plano de contingência está em fase final e deve ser apresentado até o fim de setembro.
Em nível nacional, o Ministério da Saúde lançou o programa AdaptaSUS para preparar o sistema de saúde pública diante de eventos climáticos extremos. Segundo o ministro Alexandre Padilha, dados da Fiocruz apontam que 120 mil pessoas morreram no Brasil nos últimos 20 anos em decorrência do aumento da temperatura média — reforçando que a crise climática também é uma crise de saúde pública.




























Deixe um comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.