
O Banco Central divulgou nesta terça-feira (22) a ata do Copom referente à 281ª reunião, realizada em 15 e 16 de setembro. Por unanimidade, o comitê decidiu cortar a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75% ao ano — o quinto corte seguido da mesma magnitude, numa sequência iniciada em abril.
Por que o Copom cortou os juros
Segundo o documento, a desaceleração gradual da atividade econômica justificou a decisão, sobretudo nos setores mais sensíveis ao ciclo de crédito. Ainda assim, a economia segue resiliente, e o mercado de trabalho permanece aquecido, aponta o texto.
Apesar do corte, porém, o Copom manteve um discurso cauteloso. A ata destaca que as expectativas de inflação continuam acima da meta em todos os horizontes analisados: o boletim Focus projeta 4,9% para 2026 e 4,3% para 2027. Segundo o comitê, um cenário de expectativas desancoradas exige juros mais altos, e por mais tempo, do que seria necessário em condições normais.
Cenário externo e próximos passos
O documento também cita o aumento das incertezas no cenário internacional, com tensões geopolíticas no Oriente Médio e dúvidas sobre a condução da política monetária nas principais economias avançadas. Entre os fatores que poderiam favorecer novos cortes, o Banco Central aponta uma desaceleração mais forte da economia global e uma possível queda nos preços das commodities.
Com o resultado, a Selic acumula queda de um ponto percentual desde abril, quando estava em 14,75%. O mercado financeiro, por sua vez, já projeta mais um corte de 0,25 ponto até dezembro, o que levaria a taxa a 13,50% ao ano.




























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