O Brasil registrou em 2026 os maiores níveis de inadimplência de sua série histórica. Além disso, a alta atinge famílias, empresas e as contas públicas ao mesmo tempo. No crédito livre para pessoas físicas, a taxa de calote chegou a 7,8%, a maior em 15 anos, segundo dados do Banco Central. Além disso, o crédito consignado privado, tradicionalmente mais seguro por ter desconto em folha, atingiu o patamar inédito de 10% de inadimplência.
Inadimplência das empresas brasileiras bate recorde
Atualmente, cerca de 9,1 milhões de empresas estavam inadimplentes em junho no universo empresarial. Juntas, elas acumulam R$ 232,9 bilhões em dívidas em atraso — uma média de 7,3 pendências por empresa, com valor médio de R$ 25.508,96 por dívida. Também, o endividamento de curto prazo das companhias cresceu R$ 50 bilhões no primeiro semestre, saltando de R$ 289 bilhões para R$ 339 bilhões até junho. Portanto, para consultar a série histórica completa, acesse o portal do Banco Central.
No âmbito do setor público, a dívida bruta do governo geral atingiu 81,93% do PIB em junho. Também, analistas projetam que o indicador ultrapasse os 100% até 2027. Por isso, o cenário de juros altos permeia todo o ambiente macroeconômico, tornando o crédito mais caro e pressionando o orçamento das famílias e das empresas.
Fatores por trás do endividamento das famílias no país
O Banco Central atribui o endividamento das famílias a fatores estruturais. Além do mais, entre eles estão a ampliação do acesso a produtos de crédito mais caros oferecidos por fintechs e o impacto financeiro das apostas online. Contudo, o quadro chama atenção por ocorrer mesmo com o desemprego relativamente baixo, em 5,3%. Por fim, grandes empresas, como Braskem e Casas Bahia, já recorreram a processos de recuperação judicial diante do cenário de crédito mais restritivo. Para acompanhar mais notícias sobre o tema, veja mais posts de Finanças.





























Deixe um comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.