Poucos doces são tão brasileiros quanto o brigadeiro. De origem paulista, a receita surgiu durante a primeira campanha presidencial do brigadeiro Eduardo Gomes, militar candidato pela União Democrática Nacional (UDN) em 1945. Portanto, mulheres simpatizantes do candidato, moradoras do bairro do Pacaembu, em São Paulo, criaram o doce para vender e arrecadar fundos para a campanha eleitoral.
O nome do doce é uma homenagem direta à patente militar do candidato: “brigadeiro”. A receita fez tanto sucesso que passou a ser conhecida simplesmente pelo nome do posto militar de Eduardo Gomes, mesmo depois que ele perdeu a eleição para Eurico Gaspar Dutra. Ainda que derrotado nas urnas, o brigadeiro acabou dando origem a um verdadeiro ícone da confeitaria nacional.
História do brigadeiro completa oitenta anos de tradição
A receita clássica é simples: leite condensado, chocolate em pó, manteiga e granulado de chocolate para a cobertura. Não por acaso, o doce nasceu em São Paulo — a cidade abrigava, à época, as duas únicas fábricas de leite condensado do Brasil, ambas da Nestlé, além da famosa fábrica de chocolate conhecida como “Chocolate do Padre”. Por isso, a combinação de ingredientes disponíveis moldou para sempre a receita mais famosa das festas brasileiras.
Modo de preparo tradicional da receita caseira
Modo de preparo: Em uma panela, misture uma lata de leite condensado, três colheres de sopa de chocolate em pó e uma colher de sopa de manteiga. Em seguida, cozinhe em fogo baixo, mexendo sempre, até a mistura desgrudar do fundo da panela. Depois, deixe esfriar, unte as mãos com manteiga, faça bolinhas e passe no granulado de chocolate.
Atualmente, o brigadeiro é presença obrigatória em festas de aniversário por todo o Brasil, ao lado de outros clássicos como o beijinho e a cajuzinho. Curiosamente, no Rio Grande do Sul, a oposição política a Eduardo Gomes levou a população local a rebatizar o doce como “negrinho”, uma alternativa considerada politicamente mais aceitável na região durante aquele período. Assim, cada região do país guarda sua própria versão da história por trás dessa sobremesa. Para mais curiosidades sobre a gastronomia nacional, veja mais posts de Culinária.





























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