O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,32% em agosto de 2026, resultado mais intenso do que o esperado pelo mercado, que projetava recuo de 0,29%. Com efeito, o resultado, divulgado pelo IBGE em 11 de setembro, mostrou que a inflação acumulada em 12 meses passou a 4,22%, também abaixo da expectativa de 4,27%.
Habitação puxa a deflação do IPCA em agosto
A maior contribuição para a deflação veio do grupo Habitação, que recuou 1,87% — a menor variação para um mês de agosto desde o Plano Real, em 1994. Esse resultado foi puxado pela queda de 7,63% na energia elétrica residencial, efeito do bônus da Itaipu Binacional aplicado nas contas de luz.
Transportes e alimentos também recuam no mês
O grupo Transportes também teve forte recuo, de 0,86%, com destaque para a queda de 13,17% nas passagens aéreas e de 0,91% nos combustíveis. Já Alimentação e bebidas caiu 0,34%, com tombos expressivos em hortaliças. Por exemplo, a batata-inglesa recuou 19,89%, a cenoura 11,22% e a cebola 11,07%. Além disso, o grupo Comunicação teve leve queda de 0,09%.
Na contramão, Despesas pessoais foi o grupo que mais subiu, com alta de 1,30%, puxado pelo aumento de 19,59% no preço dos cigarros. Por outro lado, o grupo Vestuário também registrou alta, de 0,12%. Entre as capitais pesquisadas, por sua vez, Curitiba teve a menor variação, de -0,64%.
Assim, o resultado reforça a trajetória de alívio inflacionário observada nos últimos meses, em linha com a prévia do IPCA-15, que já havia apontado queda de 0,40% em agosto — a maior surpresa baixista do mercado no período. Portanto, o dado consolida um cenário mais favorável para o poder de compra das famílias brasileiras nos próximos meses. Os detalhes completos da pesquisa estão disponíveis no site do IBGE. Para acompanhar outros indicadores econômicos, veja a editoria de Economia do OnTheNet.





























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