Poucos alimentos representam tão bem a culinária brasileira quanto o pão de queijo. Criado em Minas Gerais, o quitute tem origem estimada por volta de 1750, período em que o polvilho de mandioca começou a ser amplamente utilizado nas fazendas mineiras produtoras de queijo. Por não levar farinha de trigo, o pão de queijo é naturalmente livre de glúten, uma característica que ajudou a expandir seu público muito além das fronteiras de Minas Gerais.
Segundo especialistas em gastronomia, a receita nasceu de um aproveitamento prático: os produtores de queijo faziam biscoitos à base de polvilho e, aos poucos, passaram a incorporar sobras de queijo do processo de limpeza à massa, sobretudo aos fins de semana. O que começou como uma forma de evitar desperdício se transformou, com o tempo, em uma receita intencional e passada de geração em geração.
Veja como preparar a receita tradicional em casa:
Ingredientes: 500g de polvilho azedo, 250ml de óleo, 250ml de leite, 2 ovos, 300g de queijo meia-cura ou queijo canastra ralado, sal a gosto.
Modo de preparo: Ferva o leite com o óleo e o sal, e escalde o polvilho aos poucos, misturando bem até formar uma massa homogênea. Deixe esfriar, acrescente os ovos um a um e depois o queijo ralado, sovando até obter uma massa lisa e elástica. Modele bolinhas do tamanho desejado e asse em forno pré-aquecido a 180°C por cerca de 25 a 30 minutos, até dourar por fora e ficar macio por dentro.
A popularização comercial do pão de queijo ocorreu a partir da década de 1970, quando Minas Gerais passou a valorizar sua culinária como parte de seu patrimônio cultural. O alcance internacional do quitute cresceu ainda mais durante a Copa do Mundo de 2014, e em maio de 2024 o pão de queijo foi eleito o quarto melhor pão do mundo pelo guia gastronômico internacional TasteAtlas.





























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