O boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, mostra que o mercado financeiro espera uma inflação acumulada de 1,17% para o trimestre de setembro a novembro de 2026. A projeção reflete uma trajetória de desaceleração gradual dos preços ao consumidor após meses de pressão inflacionária mais intensa.
Segundo as estimativas mais recentes, o IPCA de setembro deve ficar em 0,50%, uma revisão para baixo em relação aos 0,53% projetados na semana anterior e aos 0,51% estimados um mês antes. Já outubro permanece estável em 0,33% pela quarta semana consecutiva, sinalizando um consenso mais firme entre os analistas consultados pelo Banco Central.
Para novembro, a expectativa é de 0,34%, uma leve alta frente aos 0,32% da semana anterior, mas em linha com a projeção feita há um mês. O comportamento misto entre os três meses reforça a percepção de que a inflação segue em processo de acomodação, sem sobressaltos bruscos, mas também sem uma queda acelerada.
O Banco Central utiliza o IPCA como referência oficial para a definição da taxa básica de juros, a Selic, dentro do sistema de metas de inflação. As projeções do Focus, atualizadas toda segunda-feira com base em consulta a dezenas de instituições financeiras, são um dos principais termômetros usados pelo mercado para antecipar os próximos passos do Comitê de Política Monetária (Copom).





























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