
Os Estados Unidos e outros 14 países do chamado Escudo das Américas anunciaram nesta terça-feira (22), em Nova York, que pretendem adotar sanções e outras medidas coordenadas contra 24 organizações criminosas que atuam no continente — entre elas o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), do Brasil.
O que preveem as medidas anunciadas
Segundo o documento assinado pelos países, os governos pretendem aplicar, de acordo com as obrigações internacionais e as leis de cada nação, medidas como congelamento de bens, restrições de vistos e imigração, e responsabilização criminal de quem fornecer apoio material — inclusive logístico — às organizações incluídas na lista.
Além dos EUA, assinam a declaração Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago. O PCC e o CV já constam na lista de sanções dos EUA e foram classificados neste ano pela Casa Branca como grupos terroristas.
Brasil não aderiu à iniciativa
O Brasil, principal país afetado pela medida por conta do PCC e do CV, optou por não integrar o Escudo das Américas neste momento — assim como o México, também sob gestão de esquerda. Ainda assim, a classificação americana como grupos terroristas permite que os EUA apliquem sanções individuais, independentemente da participação brasileira na coalizão.
A declaração também prevê levar o combate aos grupos classificados como narcoterroristas para dentro da Organização dos Estados Americanos (OEA). Os países pretendem assinar um pedido formal para convocar uma reunião de consulta com base no Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR).




























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