
Maior reservatório de água da Região Metropolitana de São Paulo, a Represa Billings tem 127 km² de espelho d’água e banha seis municípios: São Paulo, Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Além de abastecer parte da Grande São Paulo, suas águas calmas viraram um dos principais points de lazer da região — com esportes náuticos, pesca esportiva, clubes à beira d’água e restaurantes flutuantes.
Este guia reúne o que fazer na Billings, com foco nos trechos de Ribeirão Pires e Santo André/São Bernardo, e como aproveitar a represa com segurança.
Um pouco de história
A represa recebeu o nome do engenheiro americano Asa White Kenney Billings, responsável pelo projeto. Construída a partir de 1927 pela então São Paulo Tramway, Light and Power Company, a primeira fase das obras ficou pronta entre 1935 e 1937, com o objetivo original de gerar energia elétrica para a usina hidrelétrica Henry Borden, em Cubatão, aproveitando o desnível entre o planalto paulista e a Baixada Santista.
Com o crescimento populacional da Grande São Paulo entre as décadas de 1950 e 1970, boa parte da represa passou a receber esgoto doméstico e industrial. Hoje, apenas um dos braços — isolado por uma barragem — mantém água própria para abastecimento público; o restante segue com restrições, mas ainda assim recebe uso recreativo intenso nos fins de semana.
Esportes náuticos
As águas calmas da Billings são ideais para quem quer praticar caiaque, stand up paddle, vela, windsurf e motonáutica — a represa recebe inclusive campeonatos oficiais de vela e jet ski. Clubes náuticos ao redor do reservatório oferecem aulas e aluguel de equipamentos.
Do lado de Ribeirão Pires, o Tahiti Náutica Clube, na Avenida Palmira, é o ponto de embarque da travessia até a Torre de Miroku — outro dos pontos turísticos da cidade e uma boa forma de combinar os dois passeios no mesmo dia.
Riacho Grande, em São Bernardo do Campo

O ponto mais movimentado da Billings em São Bernardo do Campo é a Prainha do Riacho Grande, na saída do km 29 da Via Anchieta. A região tem marina própria, de onde saem passeios de lancha e jet ski, além de clubes náuticos e restaurantes flutuantes à beira d’água — boa parte deles com peixe fresco da própria represa no cardápio.
A Colônia de Pescadores Orlando Feliciano, também em São Bernardo, oferece passeios de barco conduzidos por pescadores locais, que atuam como monitores ambientais — uma forma diferente de conhecer a represa pela perspectiva de quem vive dela.
Pesca esportiva
A pesca amadora é permitida em áreas autorizadas da Billings, com espécies como tilápia, traíra, carpa-comum e lambari. Há pesqueiros estruturados ao longo da represa — como o Pesqueiro Takamori, na Estrada Velha de Ribeirão Pires, em São Bernardo do Campo — com área para passar o dia pescando e almoçando à beira d’água, boa opção em família.
Dicas antes de ir
- Qualidade da água: varia por trecho da represa — evite contato direto com a água fora das áreas indicadas para lazer.
- Pesca: respeite as áreas autorizadas e os períodos de piracema, quando a pesca é proibida.
- Equipamentos náuticos: a maioria dos clubes e marinas exige reserva prévia, principalmente aos fins de semana.
- Combine o passeio: o guia de Paranapiacaba, também em Santo André, fica a poucos minutos da região.




























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