
Funcionários da Transwolff cruzaram os braços na madrugada desta segunda-feira (19), paralisando as linhas do lote D10 na Zona Sul de São Paulo. Segundo a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e da SPTrans, a paralisação afeta cerca de 267 mil passageiros. Os trabalhadores alegam atrasos nos depósitos do FGTS e em outros direitos trabalhistas. A prefeitura classifica o ato como ilegal, por não ter havido o aviso prévio de 72 horas ao público, e afirma que a parte sob responsabilidade da SPTrans está em dia. Para atender os passageiros, acionou o Paese em 34 linhas.
O que está acontecendo
Por volta das 5h, a SPTrans já confirmava atrasos em ao menos uma garagem. Passageiros relataram filas nos pontos do Grajaú e falta de ônibus em linhas da região, segundo o Diário do Transporte e o Via Trolebus. A Transwolff é a terceira maior empresa de ônibus da capital, com frota de referência de 1.206 veículos e 111 linhas na Zona Sul. Nas reportagens consultadas, não havia previsão para o retorno à normalidade.
O que dizem os trabalhadores
Os funcionários alegam atrasos nos depósitos do FGTS e em outros direitos trabalhistas, segundo o Diário do Transporte. O Metrópoles registra que o grupo pede melhores condições de trabalho. O comunicado da prefeitura não traz a versão dos trabalhadores nem os motivos apresentados por eles para a paralisação, de acordo com o Via Trolebus.
O que dizem a prefeitura e a SPTrans
- A paralisação é ilegal, porque a lei prevê aviso prévio de 72 horas ao público em paralisações de serviço essencial, como o transporte coletivo.
- A SPTrans administra e opera as linhas dos lotes D10 e D11 desde que foi decretada a caducidade do contrato com a antiga Transwolff.
- Segundo a prefeitura, a SPTrans cumpre todos os direitos trabalhistas dos empregados, e salários e benefícios estão em dia.
- Sobre o plano de saúde, o processo licitatório para contratar um fornecedor está em andamento.
- Os depósitos do INSS e do FGTS são feitos integralmente pela SPTrans, em juízo, à espera de decisão do Judiciário.
- O Paese, plano de apoio emergencial entre empresas, foi acionado para atender 34 linhas da Zona Sul.
Por que a Transwolff está sob intervenção
A empresa está sob intervenção da Prefeitura desde abril de 2024, quando o Ministério Público de São Paulo deflagrou a Operação Fim da Linha, que apura a infiltração do PCC no transporte público da cidade. Em 4 de dezembro de 2025, a Prefeitura decretou a caducidade dos contratos da Transwolff, decisão que também passou a ser discutida na Justiça.
A Sancetur desistiu de assumir as linhas, e a prefeitura trabalha em uma nova concorrência para a Zona Sul, com proposta enviada ao Tribunal de Contas em junho de 2026, segundo o Diário do Transporte. A operação está em transição há mais de dois anos, e o impasse envolve também os proprietários de veículos oriundos da antiga cooperativa Cooperpam.
Como se locomover
As informações em tempo real das linhas estão no Olho Vivo, da SPTrans. Na região do Grajaú, uma alternativa é a Linha 9-Esmeralda da ViaMobilidade, cuja estação Grajaú tem acesso ao terminal de ônibus.
Este texto será atualizado conforme houver novidades sobre a greve. Informações do Diário do Transporte, do Metrópoles, do Via Trolebus e da Folha de Curitiba.




























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