
O cantor, compositor e pianista Benito di Paula morreu na noite de domingo (18), aos 84 anos, no Hospital 9 de Julho, em São Paulo, em decorrência de complicações de um câncer de próstata, que tratava havia cerca de um ano. A morte foi confirmada pela assessoria de imprensa do artista. Faltava pouco mais de um mês para ele completar 85 anos, em 28 de novembro.
O que está confirmado
- A morte: na noite de domingo (18), no Hospital 9 de Julho, em São Paulo, confirmada pela assessoria de imprensa, segundo Band, Metrópoles, Terra, CGN e TNH1.
- A causa: complicações de um câncer. Brasil de Fato (que cita o g1), CGN e TNH1 especificam que era câncer de próstata; Band, Metrópoles e Terra falam apenas em câncer. Todos informam que ele tratava a doença havia cerca de um ano.
- Idade e origem: 84 anos, nascido em 28 de novembro de 1941, em Nova Friburgo (RJ).
- Nome de batismo: Uday Vellozo, grafia usada pela maioria dos veículos. A Revista Oeste e o portal Nova Friburgo em Foco escrevem “Velloso”.
Velório e sepultamento
O velório será aberto ao público na terça-feira (20), das 9h às 15h, no Theatro Municipal de São Paulo, na Praça Ramos de Azevedo, no centro da capital. O sepultamento está marcado para as 17h, no Cemitério Morumby, em cerimônia restrita aos familiares, segundo a CNN Brasil, o Metrópoles e o Mais Novela.

Quem foi Benito di Paula
Uday Vellozo nasceu em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, e cresceu no Rio. Antes da fama, trabalhou como crooner na noite, tocando em boates e bailes, e se estabeleceu em Santos (SP), onde formou seu primeiro grupo, segundo o Brasil de Fato. Segundo a Wikipédia, o nome artístico foi escolhido por ele e pelo empresário Alfredo Motta, que o convidou, aos 15 ou 16 anos, para cantar no Avenida Hotel, em Nova Friburgo: primeiro “Benito” e depois “di Paula”, para “italianizar” o nome.
O piano e o “samba-joia”
A marca de Benito estava nas teclas. Sem formação musical formal, ele tocava o piano como instrumento de percussão. Nunca se apresentou como herdeiro da linhagem de contemporâneos como Martinho da Vila e Paulinho da Viola e preferia se definir como “sambeiro” e “pianeiro”. Sua principal referência declarada era Ataulfo Alves.
O estilo, que ficou conhecido como “samba-joia” e misturava samba tradicional, piano e arranjos românticos, é apontado como precursor do pagode romântico que dominaria as rádios nos anos 1990, com grupos como o Raça Negra. O visual também ficou na memória do país: cabelos longos, anéis, colares e gravatas-borboleta nos auditórios da TV.
Os grandes sucessos
Benito lançou o primeiro álbum em 1971, mas a virada veio em 1973, com o samba-canção “Retalhos de Cetim”. A partir dali emplacou uma sequência de sucessos, sobretudo até 1977, entre eles “Charlie Brown” (1974), “Do Jeito que a Vida Quer” (1976) e “Assobiar e Chupar Cana” (1977). Músicas como “Mulher Brasileira”, “Se Não For Amor” e “Vai Ficar na Saudade” também marcaram sua carreira. O último grande êxito foi “Amigo do Sol, Amigo da Lua” (1984), tema da novela “A Gata Comeu”, da TV Globo, em 1985. Segundo a Wikipédia, ele também vendeu discos fora do Brasil e gravou em idiomas como espanhol, francês e italiano.
Os últimos anos
Afastado das grandes gravadoras a partir dos anos 1990, Benito lançou poucos discos de inéditas nas décadas seguintes, o último deles em 2021, quando completou 80 anos, segundo o Brasil de Fato. Nos últimos anos, sua obra passou por uma reavaliação. Com o filho, Rodrigo Vellozo, ele revisitou o repertório em “Benito 80: Novo Samba Sempre Novo”, com participações de Teresa Cristina, Xande de Pilares e Zeca Baleiro.
Em 2025, foi homenageado como enredo da Águia de Ouro no Carnaval de São Paulo e desfilou em um dos carros alegóricos da escola. Rodrigo também idealizou o espetáculo “Benito 85”, em homenagem aos 85 anos do pai, que seriam completados em novembro.
A importância para a música brasileira
Para a Band, Benito foi um ícone da MPB que ajudou a ampliar as possibilidades de aproximação entre o samba e outros gêneros, e sua obra alcançou diferentes gerações. O Flamengo, clube do coração do artista, lamentou a morte e disse que ele “revolucionou o samba ao uni-lo com o piano”. Rodrigo Vellozo se despediu do pai nas redes sociais.
Informações da Band, do Metrópoles, do Terra, do Brasil de Fato (com base no g1), da CGN, do TNH1, do Itatiaia, da CNN Brasil (via Sim Notícias), do Mais Novela, da Revista Oeste, do Nova Friburgo em Foco e da Wikipédia.




























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