O mercado financeiro abriu esta segunda-feira (5) em forte alta após o resultado do primeiro turno das eleições presidenciais. O dólar comercial caiu para abaixo de R$ 5, enquanto o Ibovespa avançou com força na B3.
Na abertura, a moeda americana chegou a recuar mais de 4%, depois de ter fechado a sexta-feira anterior acima de R$ 5,20. Ao longo do dia, a Bolsa ganhou força: reportagens apontaram alta superior a 8% no Ibovespa, com valorização ainda maior em ações de empresas mais ligadas ao cenário doméstico.
Por que o resultado eleitoral mexeu com os ativos?
A reação veio após Flávio Bolsonaro terminar o primeiro turno à frente de Lula — 47,03% a 45,16%, segundo a apuração divulgada. Para agentes do mercado, o resultado elevou a probabilidade de uma mudança de orientação econômica após o segundo turno, em 25 de outubro.
O que o mercado está precificando é expectativa, não certeza: maior disciplina fiscal, reformas e possível redução do risco Brasil. Quando investidores enxergam menor risco nas contas públicas, tende a aumentar a procura por ações e títulos brasileiros. Isso fortalece o real, reduz o dólar e derruba os juros futuros.
O que não dá para concluir
O movimento não é uma previsão definitiva do resultado eleitoral. O segundo turno continua aberto, e dólar e Bolsa também dependem de juros nos Estados Unidos, fluxo internacional de capital, preços de commodities e novas pesquisas eleitorais.
Em resumo: a alta da Bolsa e a queda do dólar refletem uma aposta do mercado no cenário que passou a parecer mais provável após o primeiro turno — não uma garantia sobre o que ocorrerá em 25 de outubro.
Fontes: UOL, Reuters via BOL e InfoMoney.





























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